Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Publicação Final

Publicação Final dos Poemas Apresentados ao IV Prémio de Poesia em Rede

publicado por poesiaemrede às 00:53
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

(60) A Vida é a Escola...

A Vida é a Escola mais Antiga

Tantos alunos lhe passam pela mão

Ensina todo o tipo de cursos

A todos dá formação!

 

Aos pequenos que iniciam seu percurso

Coloca os “Pais” ao seu dispor

Que os ensinam a comer, crescer, caminhar

Com todo carinho e amor

 

Já em adulto mostra-lhes

Que ainda têm muito que aprender!

Trabalham arduamente

Sem por vezes se fazerem reconhecer

 

Muitos alunos têm-se ferido

Muitos deles acabam por desistir

Porque não encontram um motivo

Que os faça de novo sorrir!

 

Ainda tem aqueles alunos

Que passam por lutas e confusões

Mas que descobrem que têm potencial

E acabam por se tornar grandes campeões!

 

E tu que lês agora este poema e dizes

Que a tarefa que a Vida te deu é complicada

Lembra-te que és um Aluno Brilhante

Considera a situação vencida e ultrapassada!

 

 

 

 

 

Diana Rebelo

publicado por poesiaemrede às 00:28
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Quarta-feira, 31 de Março de 2010

(59) Inércia

Inércia

 

Neste lugar não jaz ninguém

que de mim não tenha feito parte. Deixo-me

tatuar pela sombra que a luz promete:

as vendas têm fendas, mas os olhos

já não brilham como o olhar reflecte.

 

O sangue que pulsa adormecido

é o pó que semeio nos dias férteis

do negro sal que em mim restou.

Mas no fim não respirei nada

daquilo que em mim expirou.

 

Alguém que me desfaça os nós dos dedos!

para que eu possa folhear-me devagar

(ai de mim se o ar se agita).

Quero escalar as montanhas do que guardei

e limpar a ferrugem da língua aflita.

 

Perdi-me da ânsia de partir

pois já não caminho mais, move-se

por mim a estrada que me prendeu.

E para quê pisar a terra, se a chuva

vai tropeçar sobre cada passo meu?

 

Tenho incêndios na garganta

como a quem já não basta falar. Canto, então,

para fazer do tempo breve conquista.

 

Já é hora? Pois não esperes, vida.

Vai andando, que eu sigo-te com a vista.

 

 

 

Sofia Gomes

 

publicado por poesiaemrede às 00:54
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(58) Vida


A vida é ponte:
Existir é atravessá-la,
Passo constante, insciente,
(A Consciência toldada pela psique dos passos)
Sabendo não existir que por deserto a outra margem.

Deserto de sentido,
Deserto de amor (ou admissão niilista do seu absurdo),
Deserto da percepção, nítida como a realidade,
Do deserto da própria passagem.

Existir, sim: é atravessar a ponte.


E viver?


 

 

Pedro Leitão

publicado por poesiaemrede às 00:28
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(57) Poemas à vida

Poemas à vida

Toru Matsushita

 

 

 

Procurar pelo carinho em todo caminho

Olhar além do infinito da saudade

Encantar a serpente do pecado

Manter o coração aquecido

Amar sem saber por quê

Sonhar acordado

 

À vontade viver!

 

Vidas não seguem métricas,

Independem de rimas,

De versos e afins,

A vida é por si – poesia...

 

publicado por poesiaemrede às 00:24
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(56) Vida e morte

Vida e morte

Vivendo, vivo, lutando,
Numa Luta, de vida, sem fim
Para um dia continuar vivendo,
Quando a vida fugir de mim.

Alma perdida, tentando encontrar,
Uma vida, que desconheço,
Mas onde espero abraçar,
Alguém, que a Deus peço.

Pai, acredito, de novo viver,
Aí consigo onde está,
Porque se assim não puder ser,
Que sentido tem estar cá?

Cá vivo, por cá vou,
Sendo, aquilo que me ensinou,
Aí continuarei a viver,
O tudo ou o nada do que sou.

Adeus, direi,
Aquando da despedida,
Até breve até um dia.
Porque é curta esta partida!

Se assim não fosse,
Que sentido teria a vida?

Acreditem!
Todos nos voltaremos a ver!

Joana

publicado por poesiaemrede às 00:20
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(55) A Vida...

A Vida...

É algo que se tornou real,

São os pensamentos que "vivem" no coração

E que ninguém leva a mal,

Porque "arrastam" muita paixão.

 

A Vida...

É o nosso maior bem,

Temos que a respeitar,

Pois quem não a tem,

Nunca a saberá avaliar.

 

A Vida...

Tem como fruto a alegria...

Para muitos com "podridão",

Mas com a ajuda da simpatia,

Vamos todos dedicar-lhe uma canção.

 

 

Autora: Sandra Freire

publicado por poesiaemrede às 00:15
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(54) Atestado do Óbvio

Atestado do Óbvio

 

Diante da minha grande e visível imbecilidade

Ou melhor, inutilidade

Declaro para todos os fins

Que a vida é um grande sarcasmo

Declaro tão somente

E com todo o respeito que não tenho

Que tudo aquilo que nos fere

Serve inevitavelmente

Para nosso deleite e para nossa auto-afirmação

Eu, que não possuo moral alguma

Digo que tua vida não tem função

A não ser à contemplação

Pela minha vasta inexperiência

Em assuntos corriqueiros

E minha grande experiência

Por aquilo que nunca vi

Digo e repito

Que tudo merece ser experimentado

E usado até o ponto de total desgaste

Pra no final ser apenas comentado

Assim, fica o registro

De uma óbvia mortal

Que não sabe o que fazer da vida

Que usa as palavras com desdém

E mesmo assim se acha no direito

De ser alguma coisa pra alguém.



Anne Lucy S. Barbosa

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Terça-feira, 30 de Março de 2010

(53) Saudação à Vida

Vida...

Estilhaço poético de aurora,

Ampulheta volátil de momentos,

Escondida nos recantos do tempo...

Ciclo lunar de sentimentos...

 

Entre o princípio e o fim do nada,

Entre as brumas delicadas da maré...

Esvoaçar caótico de borboletas...

 

Romance tortuoso do destino,

Respiração suave do universo,

Imenso vórtex de criação...

 

Tu, que sustentas os corpos,

Que seriam, sem ti, frágeis fantoches,

Corações que não saberiam bater...

 

Saudo-te, inspirando levemente,

E procuro, através destas palavras,

Criar algo que se assemelhe à tua glória...

 

Audaz arrogância de poeta,

Igualar-se a quem o criou...

 

Por: Isabel Teles de Menezes

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Domingo, 28 de Março de 2010

(52) Dias

Dias

 

 

 

Tenho fé na raça humana

Tenho fé...

Tenho medo de ter fé...

Tem moedas que não têm preço...

Tem dias em que me desconheço...

Desses que a gente fica pelo avesso...

E o apresso parece que foge sem pressa...

Atrasado que fica em busca de sentimento algum...

Mas tenho fé...

Nesses dias tão rápidos que os instantes,

Parecem que já não são como antes...

O que era agora, ontem foi embora,

E embora hoje, pareça ontem, ...agora...

Já perdeu a hora...

Assim o tempo acha que passa

Sem que, se quer, se mova...

Dia e noite, noite e dia

Passo, e a cada passo,

Envelheço a carne tardia...

Achando que sei o ninguém sabia,

Que não se pode perder, o que não havia.

Mas tenho fé...

Tenho fé, que a fé há de ferir mortalmente,

Todo inconsciente, num só golpe, num só dia...

E impregnar com a sua peçonha,

todo aquele que já não sonha...

E matar de vida, toda morte em vida que se oponha...

A desnudar tamanha vergonha, dessa ferida em flor...

Esquecer de acreditar por um instante que seja...

No amor.

 

 

Duda Fernandes

publicado por poesiaemrede às 02:24
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(51) Lástima Gratificante

LÁSTIMA GRATIFICANTE


Em meu peito pulsa a lástima gratificante

grata pela existência e inteligibilidade humana

lástima por se negar tal magnitude em detrimento do ter

 

Oh, inteligibilidade maléfica

que preconiza a exaltação

da miséria humana por negar a divisão

devido o ter, sempre ter, para ter mais

 

Oh, hipocrisia burra

afunde-se em teu Ter

caro Ser irracional.

 

(Anny Letícia P. Coelho)



publicado por poesiaemrede às 02:00
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(50) A VIDA

A VIDA

 

Quero estar sempre contigo,

De preferência para sonhar,

As tuas flores eu "mastigo",

Pois o perfume me faz alegrar.

 

És tudo para mim,

Sinal de muita vitalidade,

Gosto de viver assim...

Sem nenhuma maldade.

 

Dedico-te este poema,

Porque és muita querida,

Tu és o meu emblema...

No meu coração vives tu...minha VIDA.

 

--
Humberto Neves

publicado por poesiaemrede às 00:55
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(49) Tinta

Tinta

 

Sim, eu sei, não é por querer que consigo.

Deixei-as, farto desse enquadramento estático.

É certo que a espessura apenas visual se transforma em verdade e avanço em demasia para lá desta versão…

Se tenho algum estilo preferido?

Gosto daqueles cenários com obstáculos onde tropeço sem cair.

Aqueles que me fazem acreditar que do lado de cá é eufemismo.

Esses outros naturalistas com pouca profundidade que não entendo e me dedicam uma instintiva vontade de sair… me permitem acreditar no fim real.

Aqui, apesar de tudo, o realismo existe sem fazer sentido.

Esqueço-me não raras vezes de respirar e tenho medo de avançar descomedido e não encontrar o início, adulterando para sempre a obra.

Temo encontrar a indispensabilidade de algumas figuras de estilo, obrigando-me a não inventar.

Se calhar, não volto a entrar.

 

Aguiar

publicado por poesiaemrede às 00:49
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Terça-feira, 23 de Março de 2010

(48) No meu mundo

No meu mundo

 

No meu mundo existe sol

E também existe mar,

E dele avista-se um farol

Que serve para me avisar.

No meu mundo existe amor

E muita solidariedade

Mas também há furor

E muita crueldade.

No meu mundo...

No meu mundo...

Gostava que fosse diferente,

Que houvesse mais

Alegria e menos tristeza

Que houvesse paz,

E muita beleza

Por todo o mundo.

 

Patrícia Marcos

publicado por poesiaemrede às 23:38
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(47) Vida Sentida

Vida Sentida

 

Quando estou confuso

Vem com toda a esperança

Como se todo o meu mundo

Fosse um mundo de criança

 

E aquela alma querida

Que vem e dá carinho

Dá-me outro sentido à vida

Iluminando o caminho

 

Mas isto de que falei

E que um dia viverei

Esta forma de vida

Tão desejada e sentida

Não é algo descabido

Pois por todos é sentido

E por isso eu posso dizer

Sem ter medo de o fazer

Que se não for isto viver

Que outra coisa poderá ser

 

Autor: João Pêcego

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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

(46) A Vida

A Vida

 

A vida é uma incógnita moldável…

Uma incógnita nos acontecimentos,

Uma incógnita até nos nossos próprios pensamentos!

Na vida nada podemos conceber,

Devemos apenas viver…

E como é viver bem?

Viver bem é sermos nos próprios,

Seguindo sempre os nossos horizontes…

Apesar dos cruzamentos,

Que nos possam surgir em certos momentos!

Cruzamentos provenientes de maldades do inimigo,

Cruzamentos que tentam tirar-nos o sentido…

Os nossos passos devem ser dados sem olhar para a multidão,

O nosso ser pode ser a melhor sensação.

E um dia o sol brilhará,

Da maneira menos esperada,

Da maneira jamais idealizada…

Não deixes a maldade entrar no teu mundo,

Vive o bem em qualquer segundo

E acordarás um dia feliz por tudo aquilo que deixaste na mente de qualquer ser,

Acordarás e perceberás o que é afinal viver!

 

S.Ferreira36

publicado por poesiaemrede às 23:47
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(45) Alma e Ser

Alma e Ser

 

Na hora mais brilhante,
Do dia mais escuro da minha vida, eu sinto
Que sou observado pelo desfalecer do mundo,
Que não sabe que existo,
Até ao momento da sua destruição

Irei pertencer à sua matéria...
A sombra desce dos céus,
Ela olha-me, Ignora-me...

Vejo-te caído, cheio de lágrimas
Não sei quem és
Sinto-te dentro de mim,
Como o vento que passa e desaparece
Até um dia voltar…

Volto para te ver descer do teu altar
Vergo-me perante o teu ser sagrado
Vens-me buscar no meu final perfeito
A minha face estática…
Agarras a minha alma…
Levas-me...

Para onde?

Não te posso dizer
Irás ver quando deixares de ser meu.

Por um momento, vieste e foste,
Agora adeus...

 

 

João Almeida

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(44) A VIDA... ENTRE O QUERER E O PODER

A VIDA... ENTRE O QUERER E O PODER

 

Quando criança temos querer,

Com pouca idade não sabemos fazer,

Esperamos pelos nossos pais a ajuda

E aos poucos estamos a crescer.

 

Sendo criança não temos consciência

De sabermos conjugar o verbo precisar,

Assim esperamos que alguém

Venha sempre nos ajudar.


Aprendemos quando adultos

Que nosso querer é poder!

Devemos fazer fazendo,

Mesmo não querendo,

Vamos fazer e aprender.

 

Adultos não necessitam de patrocínio!

Basta ter o fazer consciente!

E nunca desistir, ser paciente,

E chegaremos ao nosso destino!


O querer é proporcional

Ao poder que adquiriu.

Portanto, não vale sofrer!

Se não fez... Não conseguiu.

 

 

Vera Lucia

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Sábado, 20 de Março de 2010

(43) A raiva percorre-me todo.

A raiva percorre-me todo.

Os olhos, a boca, o tronco, os dedos?

Tudo neste corpo é mentira e ódio

De coisa nenhuma e de tudo.

 

O espírito vai rebentar com o corpo,

Faze-lo explodir em pedaços, entranhas e vísceras

Vermelhas, de raiva, putrefactas!

O ódio pela vida faz-me cortar o corpo e morrer!

 

O meu corpo, já estilhaçado, é espalhado como cinzas

E comido como se ali nada tivesse!

 

Fernando António Nogueira.

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(42) Bandolins à vida!

 

Bandolins à vida!

Como córrego sonoro

numa estrada vazia

sem o mínimo prazer

minha existência se ia.

 

É dado que nesta hora

de toda necessária lida

uma orquestra ouço:

sons de bandolins à vida!

 

absorvo abundância e

bebo felicidades outras

que é o que me interessa

pois, afinal de contas!

 

Agora soam os bandolins

na manhã de meu dia,

despertando-me do silêncio

em que desde ontem dormia!

 

 

Autor : Raimundo Candido Teixeira Filho

 

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(41) Um grito ao ser humano!

Um grito ao ser humano!

 

Olha-te e vê, a maravilha que és!

E se não vires, não são teus olhos vendo,

Mas sim teus olhos feitos do olhar de outros,

Aprende um novo olhar, …, só teu!

Vê a maravilha que és!

Flor de lótus em pleno deserto!

Olha á tua volta, …

Não queiras ser somente reflexo do que encontras á tua volta,

Onde vês carnes que se transportam nada mais,

E vês sombras de coisas movendo-se,

Roupagens sem fisionomia própria

Que andam de rastos feito passos,

E olha-te, olha-te e vê como és diferente,

Vê como és estrela, e sol, e lua,

Vê como és lindo no corpo que andas,

Único, maravilhosamente único,

Deliciosamente único e irrepetível!

 

(Alexandre Falcão)

22/02/2010

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(40) Devaneios de Vida

Devaneios de Vida

 

Em ti mergulho

e por minha alma perdoo

o imenso da calma,

da dor e paixão.

Percorro linhas

desnudadas de voos

E ausculto essências

de prosas e sonetos.

Em ti escrevo palavras

de hoje e ontem,

por inconstantes fados

e marés vazias.

Em mim penetras

maresias de vida,

solidões de amor

nesta eterna despedida.


--

Autora: Sopros de Mar

 

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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

(39) As Vidas

 

As Vidas

Estranha vida
Fugida da tês de qualquer ser e a sua morbidez
segue ao lado de um corpo já desamparado.
espreita triste ainda sua viuvez.
vais andando e espreitando ao lado
a procura de quem sabe o que lhe vai na mente.
A procura de quem chama e espera adiante.

Vida louca vazia de si mesma
Fingida na alegria mal tingida e estampada
ida na leveza alucinante de um coquetel de droga
e mais tarde comprimida entre a dor e a almofada
de quem chora e a felicidade implora.

Vida dura de qualquer esquina
que só existe para contrariar a sina
que engana  a fome e a fartura finge
e espanta os males num canto já sem timbre

vivida e bem vivida vida
sentida com a simplicidade de um lírio
inusitada como é compor a poesia
ouvindo qualquer harpa e aquela lira...

                                                                     Ricardo Araújo
 

 

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(38) Porque cantam os pássaros?

Porque cantam os pássaros?

 

 

Porque cantam os pássaros,

Se o não fazem por amor?

 

O canto dos pássaros é liberdade,

Saída de um peito,

Sem arbitrariedade.

 

A singeleza do som,

Com ou sem harmonia,

É como o crepúsculo,

Ou o nascer do dia.

 

Porque alegram os campos,

Os jardins e a vida,

Se a melodia que entoam,

Não é sempre sentida?

 

Será assim, a liberdade?

Como o canto dos pássaros?

Não entoa o amor,

Trova o som da verdade.

 

A liberdade,

É um hino solitário,

Sem racionalidade,

Como o do canário.

 

Félix Rodrigues

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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

(37) Vida

VIDA


Uma nova estação se anuncia.

Sol mole, preguiçoso

abre um olho.

Nuvem fértil chegando

se derrama sobre o chão

sedento

cobre o grão.

A terra vai conceber.

Nasce a vida.

 

 

Estrela Matutina

 

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Domingo, 14 de Março de 2010

(36) Vida Nova

Vida Nova

Resquícios de uma verdade incompleta
Envoltos numa mentira semi-nua,
Pedaços de tudo e de nada
Perdidos num rosto de angústia.

Dependência de coisas sem sentido,
Revolta de impotência e sofrimento,
Dor de culpa que tresanda na alma
Pairando na mente que tristemente sente.

Reflexos de um medo sem fuga
De uma outrora consciência vazia,
Procurar em mim a resposta
Num crescimento sustentável de mudança.

Uma luta incessante contra o mal
Por um rumo de cor não banal,
Libertar-me num sopro que ri
À conquista de uma vitória sem fim.

Uma nova vida de esperança
Num olhar orgulhoso de alegria,
Desafios e metas que me guiam
Pelo tempo que cura e alivia.

O desígnio terreno de ternura
Que preenche o meu coração,
Uma noite de sonho encantada
No final feliz desta canção.

Luís David Ribeiro Rola

 

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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

(35) Saudade...

 

Saudade …

Por todas as vezes que partiste

E tardaste em voltar.

Por todas as vezes que te vi chorar

E nunca me explicaste a razão.

Saudade …

Do sempre que te vi só

E não fui capaz de te amparar.

Do sempre que me abraças-te

E o teu abraço foi mais forte que o meu.

Saudade …

Porque me crias-te

E não me fiz como querias

Porque a terra não te merece

E o teu lugar é junto de mim

… Ó eterna saudade

Porque agora partiste de vez

E não mais volto a ver-te, mãe.

 

Cintia Lunai

 

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(34) A Vida...

A vida…

A vida é uma ilusão, feita de momentos

É uma experiência louca, sem o resultado

É um sonho sonhado, sem imaginação

É o todo e o nada, sem o miolo

É a alegria e a tristeza, sem o pensamento

É o sol e a lua, sem o universo

É o caos e a existência, sem o tempo

É a noite e o dia, sem a madrugada

É a musica e a letra, sem o compasso

É o papel e a caneta, sem a tinta

É a forma e a arte, sem o olhar do criador

E é a morte …

… A morte do filho, sem a vida do pai

A morte que vem em vida, só para contradizer.

É assim a vida, cheia de momentos e contradições

Momentos que se contra pensam

Que se contradizem

E que o poeta contra escreve.

 

 Nelson Sebastião

 

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

(33) O meu olhar descansa

O meu olhar descansa 

 

Das muralhas do meu castelo vejo a imensidão do horizonte

Como é grande o meu caminho que na minha mente faço sozinho

O silêncio que não oiço e que não procuro me envolve

E no ar consigo procurar o cheiro da chuva que paira longe

 

Viajo no meu sonho que aparentemente é sempre escuro

As luzes que o completam estão ao longe no horizonte

Consigo ver para lá delas, não nos meus mortais olhos

Mas no branco sonho do meu coração

 

Onde um sorriso vale uma vida e uma lágrima um mundo

Onde a paixão é vermelha e o amor é azul

Onde o sol ilumina o verde do chão pisado

Onde a chuva acaba num arco-íris

 

Cruzaram se os caminhos, venceram se os muros

Perseguimos um ritmo que acabamos por perder

Somos génios mas agimos de olhos fechados

Somos livres mas sentimos o espaço da nossa prisão

 

As gotas caiem no meu rosto e fazem a minha mente voltar

Ao meu castelo, onde a chuva cai mas é noite, onde não há cor 

O vento por vezes não traz boas notícias, e os sorrisos são pequenos

As vontades cinzentas e os corações moribundos

 

Será minha vontade suficiente para colorir tudo que meus olhos vêem

Serão meus braços porto seguro de um quebra-gelo

Serão meus ouvidos capazes de não ouvir a saudade

Pois as minhas palavras são meu sentido, são parte de mim

 

13/10/09

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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

(32) Os dias a passar

Os dias a passar

 

Parecia uma vela de um barco sonhado algures no meu peito e,

Se esse barco espero para apanhar um barco que me leve,

O barco navega e eu acordo do meu sonho.

 

O barco não tem vela e ninguém lhe diz para onde ir

E ele quer saber e vem ter comigo e é então que eu lhe digo que o que interessa é ir,

Mas ele não se dá por achado e fica à espera, até que vem o comandante e diz: Vamos em frente!

 

O barco vai com o comandante e quase fico em terra, mas à última hora atiro-me com força para dentro do barco e lá vou eu no meu sonho.

 

Quando acordo ainda tenho a cabeça à roda do voltear das ondas

Desapareceu o barco, desapareceu a vela, o comandante, o mar…

 

Mas fico noutro mar, no mar dos dias a passar.

 

 

Maria Albina Martinho

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

(31) Nas Minhas Veias...

Nas Minhas Veias…

 

Nas minhas veias,

Corre o Néctar Sagrado.

A herança de antepassados,

Corre um bailado de mil epopeias,

Canta um fado de mil ideias.

 

Nas minhas veias,

Corre a cor dos corações,

Com que me brindam os sonhos e me gritam as paixões.

Corre a dor e o sofrimento,

Com que alimento o crescimento.

E corre a alegria e corre a loucura…

Corre a ira e a ternura…

 

Nas minhas veias,

Corre a seiva robusta. Essa força onusta,

Que me levanta a espada,

E que me enaltece e dignifica,

Em cada batalha travada.

 

Mas, de todos os correres das minhas veias,

Nenhum é mais profundo,

Do que o correr da semente que germina,

E que traz uma nova vida.

Que carrega o sustento da esperança,

Traz o brilho, num riso de uma criança.

 

Carla Isabel S. Gago

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

(30) A prisão que é a vida

 
A prisão que é a vida


Que estranho é observar,

sair de nós, pairar.

Ver o mundo passar, como mero espectador.

 

Deambulante, faço de mim miragem.

Saio da personagem que me fez ser eu.

 

  Hoje sou fantasma.

  Sou a minha voz, sou o instante.

  Sou tudo e não sou nada.

  Sou mero viajante,

  que por estar fora do corpo,

  e não lhe querer voltar,

  olha tudo menos o que tem de olhar.

 

  O mundo é o meu recreio.

  Tudo vejo, tudo olho, tudo crio.

  Estou de fora, sou magia.

  Mas a empatia com a vida,

  obriga minha_alma a voltar.

 

  Só me resta esperar,

  que num outro momento de euforia,

  me deixem respirar.

 

Pedro Serra

 

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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

(29) Tu

Tu

 

No chão fica desenhado o teu nome

Em lágrimas esculpido

Da lama ergue-se o destino

Que me toca, nojento!

Dizendo-me que tinha razão

Na alma o fogo queima

Em chamas de dor, de derrota!

Mais uma vez caí no mesmo abismo

Quantas mais lágrimas tenho de chorar?

Quantas mais vezes tenho de cair?

Quantos mais sonhos me irão roubar?

Sim!

Choro lágrimas de sangue

Porque a vida me rouba constantemente

A luta, a guerra!

Sim, isto é para ti!

As minhas lágrimas têm o teu nome!

Sim, isto é para ti!

As minhas lágrimas têm o teu nome!

 


 

Patrícia  Simões

 

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

(28) A vida é um sopro

a vida é um sopro

 

a vida é um sopro

misturado com o ar:

uma vela que se apaga

mesmo antes de se atear.

 

a vida é um laço

feita dum abraço,

umas vezes apertado,

outras mais lasso.

 

a vida é palavra-meia

de significado indefinido

que se espalha ao comprido

a qualquer tempo.

 

a vida é um tu e um eu,

uma julieta e um romeu,

um poema d’ideias soltas

que se pensou e s’escreveu.

 

dm

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

(27) Vida

                     Vida

 

 

Esqueço quem sou ao partir...

Revejo na memória esquecida

Tempos distantes de alegria inocente

Na qual repouso o olhar cansado

E vejo, triste, o mundo que hoje perco.

Sombras atravessam um chão de mil areias,

Como as do tempo, intemporais.

Água escorre por uma janela de mágoa

Onde muitos se perderam.

Névoa enegrecida por mim mesmo...

Sol e lua se abraçam sem pensar,

Dia e noite se fundem no meu ser

A hora chega... O mundo pára...

Cessam os gritos que me envolvem.

Sol e lua se separam para não mais amanhecer...

Fria a espada que seguro.

Baça como o sangue dos que caem

Mergulhados na sua própria morte...

Almas nuas, abandonadas por Deus

À sorte de outros que o Diabo seduz.

Transparências sem sentido,

Fim de um mito que pensava ser real...

Pesadelo de um momento irracional,

Em que me deito e me deleito

Sem pensar no amanhã que jamais irá surgir.

 

Vejo luzes de mil cores

Que me cegam numa paisagem branca,

Onde um anjo imaculado me abraça...

Chega a dúvida à minha mente vazia: Estarei morto ou a sonhar?

 

 

Emanuel Drago

 

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(26) Desilusão

Desilusão
 
Mesmo com o dia claro,
E com o sol a brilhar
Sinto-me na escuridão
E sem ninguém para me ajudar.
 
Apesar de ter familia
Aqui fui deixada,
As promessas foram muitas
Mas nenhuma concretizada.
 
Já um dia fui amada
Mas depressa me esqueceram.
E hoje desamparada,
Tento ajudar os que me rodeiam.
 
Actualmente a viver no lar
Sem as visitas prometidas,
Esperamos por algo que não chega,
Tornando-nos as vidas compridas.
 
Mas sem aviso chegou
E decidiu-me levar,
Com alegria parti
Para não mais voltar!
 
Em verdade vos digo
E agora que morri,
Não desejo a ninguém
os últimos tempos que vivi!
 
 
Sophia Santos

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(25) Reflexos da vida

Reflexos da vida
 

 

Imploro-te, deixa-me viver-te…

Que o espelho volte a estar unido,

pedaços desta fé sem sentido,

destes sentimentos de silêncios e lágrimas que perdi…

Peço-te, deixa que a vida me preencha,

que se una ao meu mar de sangue e de vazio,

aos gritos mudos que me dilaceram a alma…

Não, não voes para longe!

Alcança-me e abraça a minha alma nua,

entrelacemos os dedos,

sangue no sangue, vidas unidas por fim!

 

 Joana Assis

 

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(24) A vida que já não existe…

A vida que já não existe…

 

Hoje acordei, abri a janela, olhei o sol…

E… é mais um dia em que vivo,

Vida esta que me aproxima da ravina.

Perdida? Sim, perdida de mim!

Os sonhos já lá vão e as amarras do passado torturam-me,

Censuram-me, relembram-me do lixo,

Lixo que um dia fui!

Estou rouca de gritar pela vida,

A raiva apoderou-se da minha mente,

O ódio é meu aliado e vida partiu…

E é difícil soltar as amarras do passado,

Voltar a viver sem chorar nem sofrer.

Ódio! Sentimento convulsivo que não passa,

Horror ao passado que me atormenta,

Vida, vida sem porto seguro,

Luta constante por ilusões por mim criadas!

Onde? Onde ficaram as memorias?

Os sentimentos perdidos?

As lutas enraivecidas?

A força por mim procriada?

Partiu, junto com a vida que ainda restava,

Com os anos que me apoquentavam,

Eu queria crescer, e cresci tão depressa como o raiar do sol,

Tão assustador como um tremor de terra ou furacão,

E assim, perdida, enlouqueci dentro do caixão

Onde a vida é dos outros,

Onde não há espaço para um coração vivo,

Onde tudo é apenas uma alucinação…

 

Vanessa Simões

 

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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

(23) Carnaval é uma Quimera

CARNAVAL É UMA QUIMERA

 

Carnaval é uma quimera,

Vestida de fantasias

Nos lábios um belo sorriso,

Cheio de hipocrisia.

 

É festa milenar, pois e pagam...

Com certeza, vivendo de ilusões,

De uma suposta alegria

Porém causando tristeza.

 

São noites e dias felizes pra qualquer folião,

Que fogem da realidade,

E às vezes sem condição,

Pois gastam tudo que tem,

E ficam até sem o pão.

 

Graças a Deus que as igrejas,

Fazem retiros excelentes,

Para louvar ao senhor,

Pois pensamos diferentes,

Não gostamos do pecado,

Pois Jesus esta com a gente.

 

 Vivaldo Terres

 

 

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(22) O Dedilhar do Enigma

O Dedilhar do Enigma
 
careço de uma nova resolução:
recomeçar o mundo a partir da clareza nua
e ser fiel à inteireza do princípio e à perfeição do poema;
porventura invocar errâncias consteladas azulando a nossa face;
ou mesmo saber de cor o imperceptível dedilhar do enigma.
nada neste cantinho de terra me é alheio
e, se breve começo fui,
foi para perceber o leve e espesso
clarão sobre as coisas.
sob o voo do poente,
vislumbro o puro rumor de tudo:
a escrita a lápis e o matinal coração de filigrana.
ao longe estremecendo noite e dia
o distante astrolábio de inéditas aventuras,
o tumulto limpo e veemente no seio do búzio primordial.
estou necessitado de um distinto e audível clamor a plenitude,
um mero renovado olhar sobre o pátio do sentido.
 
  
Ricardo Gil Soeiro

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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

(21) Os Velhos da Minha Terra

Os velhos da minha terra

 

Na minha terra , há velhos

Que dizem sim,

Que dizem não

Na minha terra há velhos

Espíritos  inovadores

à mentira dizem não

à verdade dizem  sim

da mentira  analfabetos

da verdade doutores

dizem sim

dizem não

Nunca dizem talvez

Talvez é mentira

é traição, é calar

a voz do coração

 

Na minha terra há novos

Novos que são velhos

Não dizem não

Não dizem sim

Dizem talvez

Na minha terra há novos

que são velhos, mais velhos

do que os velhos da minha terra

 

rucas

(dedicado a uma flor)

 

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(20) Saudade

Saudade

Sinto saudades das saídas espontâneas, seduzido pelo rodopio, possuído pela vertigem diária de querer viver sempre mais do que poderia alguma vez viver.
Olho para trás e avisto com alguma dificuldade os dias em que simplesmente me apetecia partir de Lisboa só para sentir as noites do Porto, num desejo de andar e andar e absorver cada quilómetro percorrido numa carruagem de comboio velha e lenta, em que a única coisa interessante do momento eram as conversas cruzadas de vidas complicadas e de destinos diferentes.

Sinto saudades das noites solitárias em Coimbra e de ser fustigado pelos ventos animais dessas noites frias, mas cálidas de pensamentos abafados pelo simples prazer de falar  com pessoas anónimas e de descobrir retalhos de vidas fantásticas que não eram vividas por esta ou por aquela razão.

Sinto saudades de passar as noites em claro apenas pelo prazer de sentir a intensidade da cor inflamada das primeiras horas da manhã.

Sinto saudades minhas.

 

 

Paulo Soares

 

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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

(19) Vida? O que é a vida?

Vida? O que é a vida?

 

Vida? O que é a vida?

A vida começa  com um choro furiosos enquanto

o ar entra pela primeira vez nos nossos pulmões,

é olhar cada coisa com um ar de espanto

é medida que o tempo avança e nos ensina,

é cair, esfolar os joelhos e fazer arranhões,

é ver em cada gesto o esboço de uma sina,

a vida é saber que tudo é eterno enquanto dura

e que mais vale insistir do que nunca tentar,

é saber que até o diamante mais duro se fura,

é aprender com cada gesto, com cada pessoa,

é rir, é cantar, é sonhar e tantas vezes chorar,

é acreditar que a essência da vida é boa,

a vida é um pião que gira sem direcção,

é um rosto que se cruza no nosso caminho,

é por vezes tristeza, por vezes apenas solidão,

é saber que algures existe um ombro amigo,

é abrir os braços ao mundo e colher o amanhã,

é fechar os olhos e arriscar à beira do precipício

a vida é tudo e esse tudo é nada…

a vida é a única coisa que nos é dada,

a vida é a única coisa que é nossa até ao dia

em que a uma certeza maior diga:

- Vida…está na hora de fechar o ciclo e morrer.

 

Hisalena

 

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

(18) Sátira à Vida!

Sátira à Vida!

 

 

Que comédia de vida esta!

Há que levá-la a rir,

É só o que nos resta!

Que a desgraça há-de vir!

 

Temos, em saldo, muito amor!

Antigamente, havia mais!

Temos, com fartura, ódio e rancor.

E tantas outras coisas, banais!

 

Lá diziam, os nossos antigos,

Que tu “não custas a viver”!

Ai! Esses grandes bandidos!

Porque preferiram, eles, morrer?!

 

Para os ricos, és bela!

Para os honestos, nem tanto assim!

A beleza! Essa o que é dela?!

Se há tanta coisa ruim?!

 

Unimos os nossos corações!

Aboliremos corruptos, malvados ladrões!

P’ra que sejas melhor, ó Vida! Daremos as mãos!

E, usufruiremos de ti, como amigos e irmãos!

 

 

Anabela Quental

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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

(17) Vícios de Realizador

Vícios de realizador

 

O velho disparou a cassete rumo ao leitor

num tiro certeiro.

 

Reparou que o filme estava placidamente a chegar ao fim,

num qualquer desenlace disfórico, coincidente com o seu estado actual.

 

Rebobinou.

Rebobinou uma, duas, infindáveis vezes,

(enquanto o sofá o embalasse num conforto hiperbólico

faria aquilo o tempo que quisesse).

 

Mas o filme voltava impreterivelmente ao trecho em que estava no início:

como se a fita quisesse resistir ao vício de lembrar o Passado.

 

Então o velho deixou a cassete chegar ao fim,

num acto de claro masoquismo talvez,

ou talvez a quisesse ver toda de novo.

 

No entanto, em tal momento,

duas imagens perdem a cor:

a do televisor,

a da sua vida.

 

Adormecida no aparelho,

a cassete esperaria por quem quisesse fazer memorial ao solitário velho.

 

Ninguém a rebobinou,

Ninguém a retiraria o leitor.

 

Pedro Cardoso

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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

(16) Coro de Escravos

Coro de Escravos

Coro de escravos,
Agrilhoados no esquecimento,
Cantam desespero,
Cabeça baixa em servidão.

Vida imperfeita,
Solidão
De alma desfeita em podridão.
Batem-te,
Mas já és só resignação.

Até que um dia: Não!
Não mais escuridão!
Resistência,
quebras com a vergonha,
que anda com a cabeça erguida
quem vence a escravidão.

 

 

Manuel Campos Magalhães

 

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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

(15) Nasci para amar"

“Nasci para amar”

 

Nasci, numa manhã fria

de um qualquer Fevereiro

Gritei, com quantas forças

tinha, à falta de oxigénio

Abri um olho, depois o outro

e curiosa vi, o que já pressentia,

no calor do útero materno,

um mundo à minha espera

de braços livres e abertos

Brinquei, construí castelos

em nuvens de algodão

caí vezes sem conta

e  esparramei-me no chão

Aprendi que para ser feliz

basta  olhar o céu, as nuvens,

dançar sob a magia do luar,

sorrir às estrelas a catrapiscar,

enfeitar os cabelos com raios de sol

correr livremente junto

à margem calma de um rio

Sentir o vento que afaga

Em jeito de arrepio

E quando partir

Nessa viagem serena

levar a alma cheia

de luz, amor e paz,

porque a vida foi plena

e eu nasci para amar

 

Maria Fernanda Reis Esteves

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(14) Padeço de Vida

                                                                        

                                                               Padeço de Vida

 

 

                                              Padeço de vida,

                                              como de água para beber

                                              sofro em lágrimas, perdida

                                              ao ver o que perdi, em não te ter

  

                                              Anseio a tua vinda

                                              no meu leito eterno

                                              para me transformares, em vida

                                              e findares este inferno

 

                                              Faz a tua alma saber

                                              que esta vida que mereço,

                                              não a quis, tive que a ter

                                              Por outra vida, enlouqueço

 

                                              Finda a razão de viver

                                              Não perduro nesta dor

                                              Faço este corpo descrente, saber

                                              Que acabou aqui, o meu amor!

 

 

Susana Rosa

 

 

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

(13) Canção da Vida

CANÇÃO DA VIDA

 

A canção da vida tem o ritmo dos corações,

Tem as cores das manhãs quando o sol desponta.

E, no horizonte, um caminho de luz vai se abrindo,

Trazendo o azul do céu pra dentro do olhar.

 

A canção da vida tem cheiro de neném

Aquele cheirinho doce de saudade

Que a gente nem sabe de quê,

Mas penetra na alma da gente.

 

A canção da vida tem gosto de jabuticaba,

Gosto de aventura, de sonhar felicidade.

De caminhar sem pensar só pra sentir o vento,

Vento que traz consigo um sabor de liberdade

 

A canção da vida bate na sua janela de leve

É cantiga de ninar quando cai a chuva mansa.

É brisa suave que vem de longe, do mar,

Contando historias, trazendo esperança.

 

                                                         Marly Renault Adib Bittencourt

 

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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

(12) Viver... apesar de tudo

Viver… apesar de tudo

 

Velhos e cansados percorrem a estrada da vida

Imaginam a meta depois de uma etapa sofrida

Vivências duras, amargas, difíceis de esquecer

Enquanto os filhos lhes tiram o poder

Retirando seus bens pessoais e materiais sem lhes dizer.

 

Apesar de tudo vale a pena…viver

 

Velhos e cansados, desejam carinho e amor

Infelizmente encontram solidão e dor

Desde novos trabalharam arduamente

Agora são postos de parte covardemente.

 

A vida é difícil quando não se pode partilhar

Promessas de que algum dia tudo irá mudar

Eles e elas, velhos e cansados

Serão para sempre acarinhados e jamais ignorados

A vida é difícil e não se pode adiar

Reunir a família e alegremente confraternizar.

 

De lar em lar andam a saltar

Enquanto a morte certa teima em chegar.

 

Tudo faz parte da vida, velhos e novos, novos e velhos

Uns cansados, outros talvez não

Devo dizer que nunca esqueçam

Os que um dia lhes seguraram a mão.

                                                                                                                                    Cristina Coelho

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(11) Nunca

Nunca

 

Se soubesse o que fazer estaria exactamente onde estou agora,

a galgar imagens, textos e jogos monótonos,

com o essencial mas não menos deprimente por fazer…

Só porque mais nada procuro, ou porque estou exactamente onde sei dever estar.

Uma obrigação camuflada de nada.

Constante realidade camaliónica,

sempre igual!

 

(Quando é diferente)

 

Cruzam-se tempos de sentidos tantas vezes proibidos entre si,

que se deixam tão raras vezes infringir.

O que fica do passado, do sempre,

nem sempre nos presenteia. (Razão?)

 

Enganos surgem por entre as certezas repostas e a naturalidade dos sentimentos:
Diluição do presente, em abraços embriagados de verdade, em segundos perpétuos…

Amor e amizades que poderiam ser,
(Racional)
(Agora, ontem ou amanhã)

e são!

 

 

Nuno

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Sábado, 16 de Janeiro de 2010

(10) Título esquecido

Título esquecido

Concordo!

Para que servem todos estes momentos significativos?
Para recordar em ápices onde nada mais há a fazer.
As lições já inconscientemente vigilantes,
teoria não mais do que recapitulação menos atenta.
Lembro-me de quatro de forma muito clara (talvez cinco).
Imiscuem-se (deduzo) em décadas submersas, neste instante codificadas,
na paz que decifram.
Importantes porque voltam a repetir-se, impetuosas recordações sem união.
Um misto de fraqueza e coragem para não regressarem, ou porque não voltam.

 

Discordâncias já esqueci, preparadas, que virão!

 

 

artista

 

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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

(9) "Às mulheres da minha vida"

"Às Mulheres da minha vida"


V
ós, senhoras todas, que entendeis do amor,

Dizei-me, se o tenho eu, no coração,

Se tão distante, é da razão, esta dor

Sentida  fundo, se inspirada desse não.

  

Senhoras, vós todas, que  da dita entendeis,

S’a vires, dizei s’dela tem a tal gémea,

Que tanto s'fala e sonho, em noites tais,

Ou é mito, apenas  d’meu Lado fêmea.

  

Será errado, em todas vós, achar beleza,

Não send’a tela dono, nem mestre pintor,

Todas invento, sob leve penugem de fresa, 

No toque, na cor e em meus olhos, sem pudor.

  

Vós, senhoras todas, que entendeis do amor,

Perdoai , por assim declarar-me , d’paixão, 

E , Se culpa for d’alguém, seja d’Ele, Criador
Do belo , d'olhar e coração d'est'artesão.

 

 

JOEL MATOS

(2010/01)

 

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

(8) Que dizes do mundo...

Que dizes do mundo em que vives?

Onde existe muita injustiça e pouca justiça.

Preferes um mundo melhor ou pior?

Queres da vida um futuro melhor,

Um barco sem destino

E com muitas paragens?

Vive para amar e melhorar

Este mundo de todos nós.

Sejas branco ou preto

Que diferença faz?

Não vês que tu és o que eu sou

E eu sou o mesmo que tu.

Posso é pensar de forma diferente

Pois nós somos todos iguais

E todos diferentes.

Por fora ou por dentro

O que interessa é seres tu mesmo

E o que faz de nós diferentes?

Aplicarmos os nossos conhecimentos

Para sermos mais originais.

Na vida e no mundo,

Estabelece a paz e acaba com a guerra,

E ficarás bem contigo próprio

E com os outros que te rodeiam.

 

             

        Patrícia Caldeira

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

(7) O raiar da Vida

O raiar da Vida

 

Meus olhos se abrem perante a luz,

Ajoelhando-me, prostrando-me por terra,

Sentindo as lágrimas derramadas pelos céus

Sobre o leito materno da terra que me consola,

Ouvindo cada sentido do pulsar da vida,

Gritando, vivendo, suplicando pelas horas que já se foram...

Horas perdidas em lutas, prostrando-me agora assim,

Mirraram-se os meus sonhos, perderam-se algures.

 

Minha boca se abre,

Recebendo tuas lágrimas, vida minha.

Meus olhos se tornam fontes, abrindo-se eternos,

Reclamando meu corpo como seu.

Entrego-me a cada parte de ti, Ó Vida

Que nasces e te fazes em mim,

Minhas veias se aquecem ao raiar do sol,

A melodia já se ouve de longe...

 

Raízes que se unem a ti, meu leito,

Nascente viva de cada sina que se faz em cada momento,

Deixa-me senti-lo, ser o que és, brotar luz,

Derramar eternamente as águas da verdade.

E quando um dia o fizer, poderei sorrir,

Sentindo que a vida se derramou e fez-se

Em cada colina das horas já feitas...

 

Sofia Duarte

 

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(6) Vida

 

Eu ponho as mãos no fogo pela Vida!

Mais ou menos absurda, ela persiste,

Infiltra-se por tudo quanto existe,

Multiplica-se quando dividida…

 

Eu ponho as mãos no fogo e não me queimo!

A Vida e Deus são unos, indivisos!

Arquétipos perfeitos e concisos

Pelos quais, mesmo frágil, luto e teimo!

 

Sagrada mas teimosa, indestrutível,

A Vida não concebe um impossível

E surge nos locais mais improváveis…

 

Talvez seja improvável, como ela,

Mas… ele existe lá coisa mais bela?!

[Não nego as convicções, se inconfessáveis…]

 

 

Poeta

 

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

(5) "As Doze Badaladas"

"As Doze Badaladas"
 

À noite, as doze badaladas

De um sino nunca preguiçoso

São o lembrete precioso

De que nos esperam alvoradas…

 

Para que ergamos as espadas

No gesto honroso

De quem sente gozo

Nas batalhas travadas.

 

Porque é isso mesmo a vida,

Uma luta constante,

Uma vitória,

Uma derrota,

Um momento hilariante…

 

Feitas as contas,

Quer queiramos quer não,

Sorrimos tanto quanto choramos

E amamos tanto quanto odiamos,

Se vivermos com paixão!

 

Resta-nos esquecer os contos de fadas

E aproveitar cada momento que nos é dado,

Freneticamente, até que hajam soado,

À noite, as doze badaladas…

 
Ângelo P.

 

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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

(4) "Ressurreição!"

“Ressurreição!”

 

Escuta as palavras do fadista, ouve o rugido do leão,

Finge que és artista, segue a tua intuição,

Tira 100% no teste, vomita a tua imaginação,

Escala ao cume do Evareste, parte no próximo foguetão,

Desvenda o enigma da esfinge, enfrenta a chama do dragão,

Devolve a dor que te atinge, quebra a tua maldição,

Grita de raiva de vez em quando, entra em erupção,

Assume a voz de comando, fala pela tua geração,

Fura o olho do ciclope, arranca as raízes de Antão,

Monta sempre a galope, acelera a tua pulsação,

Mantém a lâmina afiada, sustém a respiração,

Olha nos olhos da tua amada, confia no teu irmão,

Joga a manilha de ouros, amassa o teu próprio pão,

Desenterra novos tesouros, enche o papo grão a grão,

Dá a mão a uma criança, sopra bolas de sabão,

Forja a tua aliança, sente o bater do coração,

Veste a armadura de cavaleiro, apelida-te Napoleão,

Avança sempre primeiro, lidera a multidão,

Marcha contra os canhões, inventa a tua religião,

Canta todas as canções, invoca um deus pagão,

Iça a nossa bandeira, encarna Dom Sebastião,

Apanha uma bebedeira, festeja até à exaustão,

Escreve um poema à liberdade, à morte diz que não,

Renuncia à mediocridade, assiste à tua ressurreição!

 

 

Bernardo Dias

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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

(3) Declaração de amor

Declaração de amor

És única! Na verdade
sempre o soube,
desde o começo.
Por tua bondade
quanto me coube...
e eu... agradeço.

 

Como Homem
poderia, insatisfeito,
esperar por mais,
mas trataste-me bem,
tudo quase perfeito…
foram tantos os sinais!

 

Coração em sobressalto,
é de joelhos no chão,
mas de cabeça erguida
que grito bem alto
esta declaração
de amor... à vida.

 

JAR

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(2) Um Último Suspiro

Um Último Suspiro

 

A luz escoa em olhos verdes

Despede-se da terra e do mar

A brisa de final de tarde esbate-se no meu rosto

Faz-me respirar fundo. Provo o vento

Sabe a vida.

 

Dou um passo em frente

Olho para cima

Nuvens fugazes e bailarinas

Pano de fundo de um céu escuro

Com pássaros galantes em voos distantes.

Em baixo há cimento

Manchas de cores, peões formigueiros, rodopios de carrosséis

Vejo vida.

Dou mais um passo. Fecho os olhos

O vento ciranda, os carros passeiam, as árvores crepitam

Oiço vida.

 

Não há mais passos.

Abraço o vazio e não o largo.

Desço em espiral de zumbidos

Batuques de um coração aflito

O corpo cai no chão, o sangue dança

Os ossos são brinquedo de cão, os dentes rebolam

A cabeça perde a razão, a pele enrijece

As pernas esticam para uma última canção.

Um último suspiro…

Sem público nem multidão.

 


João Aranha

 

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(1) Um grito à vida

Um grito à vida.

 

Surge à vida, nasce uma criança,

Nasce à esperança, surge à inspiração...

É um contentar de contente,

Um contentamento permanente,

Não há espaço para a solidão. Surge à poesia:

 

Que vida vivida eu não sei,

Qual rumo da vida

Que leva a quem?

Mistérios da vida

Vinda do alem,

Mas todos a querem

Vive-la também...

 

Que vida vivida eu não sei,

Palavras da vida

Do mundo herdei,

Inspira-me meninas e

Meninos também,

Poemas à vida

A todos levarei...

 

Que vida vivida eu não sei,

A morte é inimiga desejo-a a ninguém,

Almejo a vida que a ti eu darei,

O filho – “Poema”,

Espelha-nos bem. Viva a vida!

 

                                                                      Clayton Tomaz da luz

 

publicado por poesiaemrede às 00:37
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